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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Conduta Espírita para o terceiro milênio

É realmente muito difícil o momento atual em que todos nós estamos atravessando. É como se o Planeta Terra estivesse a ser sacudido violentamente por mão gigantescas. Ao lermos diariamente as notícias de jornais, ao deparar-nos com as cenas trágicas apresentadas na televisão, bem como ao ligarmos o nosso radio, colocamo-nos diante dos mais diversos tipos de manifestações do comportamento humano, no mundo inteiro. Reclamações, greves, com apelos violentos, armas em ação.

A dor sempre presente, aqui e ali. A família desarmonizada; a juventude em desassossego. O abuso dos sentidos; a ausência da fé; as repercussões infelizes dos atos indignos da conduta humana.

Diante deste triste cenário, acorda-nos a convicção de que somos espíritas, de que cultivamos as sábias lições do Evangelho, e que já fomos advertidos quando aos acontecimentos que aí estão.

Então, concluímos que estamos diante de um imenso desafio á nossa fé, à coragem grandiosa que o Evangelho faz crescer dentro de nós, desde que saibamos
corresponder à esperança do Cristo em cada um de nós, e soubermos preservar até o fim.

Observamos, no mundo atual, dois modos diferentes de postura com que o homem atua na sociedade, na sua vida em geral.

Primeira, a do homem comum, que tudo espera de Deus, e nada faz para melhorar o cenário do Mundo. É a posição normal do indivíduo oportunista, que se acredita
inteligente, pronto a tirar proveito dos fracassos dos outros, certo por cegueira espiritual – de que Deus está ao seu lado, provocando-o a ser vivo.

E a Segunda, é a do homem espiritista, quando evangelizado, aquele que rege os seus atos diários que vive integralmente segundo as orientações de cristo.


Sabem estes homens que o processo de modificação do Mundo não é tarefa do Senhor do Universo, mas do próprio homem que, atento e disciplinado seguir os
ensinamentos cristãos, refletindo assim, sua conduta particular na melhoria da qualidade de vida em todo o Mundo.

Pôr conseguinte, o homem espírita deve aceitar como desafio e oportunidade de trabalho o panorama doloroso que se apresenta, prontificando-se a oferecer a sua
contribuição de fé, coragem e trabalho para a transformação moral e espiritual desta maravilhosa morada de Deus que é o nosso planeta TERRA.

Muito já temos falado do egoísmo como o mal pior, no processo de corromper o bem, a felicidade e a própria esperança do homem. O egoísmo, possui todas as
características de um vírus. E é, justamente, no coração do homem que ele se protege. Se cada um de nós aprender a defender-se deste perigo adversário do
bem, aplicando os ensino do Evangelho à nossa conduta como ação preventiva, a vitória do bem contra o mal e da Luz contra a treva, estará garantida.

Não pensamos que somos poucos os empenhados nesta luta, pois o que realmente conta é o fator qualitativo, é a fé bem exercida, é a caridade coincidentemente
praticada, é a mão firme no trabalho e a nossa casa mental devidamente higienizada. Chamaríamos de higiene mental a atividade destinada a fortalecer o nosso ânimo, conservando-nos equilibrados e tranqüilos. Da mesma forma como o indivíduo se banha e veste roupas limpas, cultivando o asseio, nossa mente deve passar todos os dias por esse processo de limpeza, em que podemos fazer uso de muitos recursos: 

. a oração simples e pura, que nos garante energias renovadas;

a boa música de acordes suaves, a leitura sadia; a conversação fraterna; 

o filme ou a programas de televisão que tragam mensagens positivas; 

o cuidado do lar. Essencialmente, essa limpeza deve ser fruto do esforço por disciplinarmos nossos pensamentos e ações, encarando a vida com mais otimismo e confiança, reconhecendo na jornada humana uma experiência valiosa no caminho da
evolução, uma aventura que tanto melhor aproveitaremos quanto maior a nossa
disposição em cultivar a alegria e a esperança, a bondade e a compreensão.

Saibamos ser fiéis a Jesus, não nos deixando envolver pelas vozes do pessimismo, da revolta e do desespero. Como espíritas, devemos todos estar conscientes de que o timoneiro que conduz esta nau cósmica através do tempo e do espaço não é um astronauta humano, mas sim o Cristo, que tudo tem feito no sentido de que abandonemos a acomodação e egoística e despertemos para a realidade universal.

Observemos, entre um grande número de pessoas, certas preocupações, a transformação total do Mundo e da própria natureza.

A natureza sim, está se modificando dia a dia, devido às agressões do próprio homem, mas graças a Deus, as consciências estão sendo iluminadas, fazendo com que homens de bom senso e preocupados com o equilíbrio ambiental do nosso planeta e repensem e avaliem o quanto a natureza está sendo prejudicada.

Para isso (nos dias de hoje), representantes do mundo inteiros (estão reunidos para) encontrar fórmulas de salvar o que já foi destruído, e tirando acordo para
que a natureza seja preservada. 

Que Deus os abençoe neste propósito de renovação
do nosso meio ambiente cabe a cada um de nós uma quota de participação, para que os resultados sejam positivos.

Todavia a mudança do homem não se fará através de um passe de mágica. Pôr conseguinte o Mundo Atual não se transformará em reino divino de um momento para
outro. 

Faz-se necessário ante de tudo, a conscientização, a educação é a reforma interior de cada um nós.

O pensamento do novo homem, as atitudes do novo homem as ações do novo homem, construirão todo o instrumental que dará um novo colorido ao cenário social da terra. 

E é justamente aqui que deve entrar e centralizar-se toda a capacidade moral e espiritual dos homens de boa vontade, representado principalmente porque há muitos que não se filiaram ainda ao Espiritismo, mas estão em condições de auxiliarem neste processo de renovação moral de nossa morada planetária.

Continuamos, portanto, irmãos espíritas, no Cristo, a quem Deus confiou os destinos do nosso planeta.

Sejamos cuidadosos no que diz respeito a conduta correta que devemos manter, com vistas à chegada da transformação regenerativa do orbe terreno.

Não esquecemos que a grande dificuldade a ser vencida não está nos outros mas ,em nós mesmos, e que a receita, para que a nossa reforma interior se processe
com maior rapidez no bem e no hábito da oração.

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